O mal não começa com invasão, mas com ruptura
Em Stranger Things, o Mundo Invertido não surge do nada.
Ele entra por fendas: laboratórios, traumas, perdas, isolamento.
O mal não se apresenta inicialmente como força bruta, mas como consequência de uma ruptura prévia.
Biblicamente, isso ecoa a lógica do pecado:
ele entra onde a criação foi ferida.
“O pecado jaz à porta” (Gn 4:7)
A porta já existe antes da invasão.
Trauma como brecha espiritual e existencial
A série insiste em mostrar personagens marcados por:
Luto
Abandono
Culpa
Medo
O Mundo Invertido se alimenta disso.
Ele é menos um “outro mundo” e mais uma distorção do mundo real.
Teologicamente, isso dialoga com a Queda: o mal não cria algo novo, apenas corrompe o que já existe.
O limite da esperança em Stranger Things
A série aponta corretamente que:
✔ O mal é real
✔ Ele cresce no silêncio
✔ O amor sacrificial resiste a ele
Mas a salvação permanece horizontal — amizade, coragem, vínculo humano.
Isso consola, mas não resolve o mal último.
Discernimento cristão final
Stranger Things acerta ao mostrar que:
O mal entra por rachaduras
Feridas ignoradas se tornam portais
Mas o Evangelho responde com algo que a série não alcança:
A cura precede o fechamento da porta.
Cristo não apenas combate o mal — Ele restaura o que foi ferido.



