Stranger Things — O Mal que Entra pela Ferida

Uma análise cristã de Stranger Things focada no “Mundo Invertido” como símbolo do mal que se infiltra por traumas não curados.

SÉRIE

1/11/20261 min read

O mal não começa com invasão, mas com ruptura

Em Stranger Things, o Mundo Invertido não surge do nada.
Ele entra por fendas: laboratórios, traumas, perdas, isolamento.

O mal não se apresenta inicialmente como força bruta, mas como consequência de uma ruptura prévia.

Biblicamente, isso ecoa a lógica do pecado:
ele entra onde a criação foi ferida.

“O pecado jaz à porta” (Gn 4:7)

A porta já existe antes da invasão.

Trauma como brecha espiritual e existencial

A série insiste em mostrar personagens marcados por:

  • Luto

  • Abandono

  • Culpa

  • Medo

O Mundo Invertido se alimenta disso.
Ele é menos um “outro mundo” e mais uma distorção do mundo real.

Teologicamente, isso dialoga com a Queda: o mal não cria algo novo, apenas corrompe o que já existe.

O limite da esperança em Stranger Things

A série aponta corretamente que:


✔ O mal é real
✔ Ele cresce no silêncio
✔ O amor sacrificial resiste a ele

Mas a salvação permanece horizontal — amizade, coragem, vínculo humano.

Isso consola, mas não resolve o mal último.

Discernimento cristão final

Stranger Things acerta ao mostrar que:

  • O mal entra por rachaduras

  • Feridas ignoradas se tornam portais

Mas o Evangelho responde com algo que a série não alcança:

A cura precede o fechamento da porta.

Cristo não apenas combate o mal — Ele restaura o que foi ferido.